Lá vamos nós atrás daquelas músicas, daqueles textos. Aqueles refúgios inúteis. Fugir da dor, fugir do medo, fugir da culpa. Correr, se esconder. Não. Eu quero que você me note, que você me abrace, que acabe com os meus medos, me tire desse lugar e me leve pro meu lugar. Me leve contigo, ao menos essa vez. Como eu posso fugir dessas lágrimas que jorram e me devoram como uma correnteza? Não há como sair de si própria, menina. Eu me digo, eu me perdou, eu me aceito. Por favor, me aceite também, me prenda novamente. Por favor, por favor. Quero distância dessa necessidade, mas a minha necessidade não quer distância de você. Ela me cala, me sufoca. Mais uma vez eu acordo com aquela sensação de nunca ter vivido, e vou dormir como se tivesse vivido tudo ao mesmo tempo. Você não entende. Amor próprio não se consegue em milhares de livros de auto-ajuda, em fotos de sorrisos desbotados, em abraços gelados, em amores frios. Não é isso. É quando você tem o mundo e que se dane o mundo. Você pertence a um lugar quentinho, protetor, e esse lugar já acabou. E é quando você precisa aceitar de todas as formas que amor não se cobra, não se implora, não se ensina. E que acima de tudo, amor não se explica. E mesmo assim, em todos os meus pedidos, tudo que eu desejo é que você aprenda, que se arrependa, se decepcione, e volte pra esse sonho, me tire desse pesadelo.

0 comentários:

Postar um comentário